Tel: (77) 3424-3698 | Fax (77) 3422-7858

O SIMMP foi fundado, enquanto sindicato, em 20 de outubro de 1989, tendo como primeira presidente a professora Luzinete Borges Barreto. Na época, a entidade contava com a participação de mais de cem professores municipais, que já faziam parte da Associação do Magistério Municipal de Vitória da Conquista (AMM/VC), fundada em 4 de setembro de 1987. Esta foi criada no momento em os servidores públicos eram impedidos por lei de se organizarem em sindicatos. Entretanto, essa lei perdurou até 1988, quando foi promulgada a nova Constituição.

Em 1990, a categoria enfrentou o seu primeiro grande movimento enquanto sindicato: uma greve de 55 dias, onde os docentes tiveram seus salários cortados. Esta foi considerada inconstitucional pela prefeitura, resultando em um dissídio coletivo, cujo julgamento foi realizado em Salvador. No mesmo ano, a entidade também realizou a primeira eleição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal, conforme estabelecia o estatuto.

A década de noventa foi bastante intensa, tendo em vista a quantidade de greves e paralisações realizadas.  Este foi um período difícil, mas de grande mobilização dos professores que, incansavelmente, denunciavam os abusos cometidos pelo poder público. Atraso e rebaixamento de salário, estrutura precária das escolas, problemas com a merenda e o transporte escolar eram algumas das questões que evidenciavam o desinteresse do governo pela qualidade da educação.

Nesse período, importantes embates foram travados com as sucessivas administrações, como o cumprimento da Lei 394 de dezembro de 1986, que garantia a eleição direta dos diretores e vice-diretores escolares, cujo resultado foi positivo. A insatisfação com a administração municipal, entre 1992 e 1996, também provocou grande mobilização da categoria, fato que foi determinante para a derrota do candidato da situação.

A medida que os anos foram se passando, o grupo tornou-se mais amplo. Fortes campanhas de sindicalização atraiam mais e mais professores que, a partir de 2000, continuou promovendo intensos movimentos. É claro que, em muitos momentos, a desmotivação era grande, pois, os avanços eram pouco palpáveis. Ainda assim, panfletagens, manifestações em bairros da cidade, reuniões com a comunidade escolar, ocupação de prédios públicos, movimentos de rua, dentre tantas outras ações, continuaram a fazer parte da trajetória do SIMMP. Como resultado desse trabalho, o grupo alcançou importantes objetivos, como a realização do concurso público, tendo em vista que boa parte das vagas eram ocupadas por contratados; o curso de licenciatura  para os docentes da rede; o cumprimento parcial da lei 11.738/2008, do Piso Nacional do Magistério, dentre outros.

Em 2011, a categoria aguardava ansiosa a aprovação do Plano de Carreira, também prevista na Lei do Piso. Entretanto, esta foi surpreendida com um documento que não contemplava em nada as suas reivindicações, ao contrário, retirava importantes conquistas. A tabela salarial que possuía cinco níveis e cinco classes, diferenciando os professores por formação e tempo de serviço, foi reduzida a apenas dois níveis. Todas as discussões realizadas um ano antes pelos professores – cujo resultado foi incluído em uma minuta, entregue ao executivo –f oi totalmente desconsiderada. O fato causou grande indignação, resultando em uma greve de 35 dias.

No dia 20 de julho, mesmo à revelia dos docentes, o projeto foi aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores. A sessão foi bastante polêmica, tendo em vista a manifestação realizada. Nela, os professores apresentaram cartões vermelhos e viraram as costas aos parlamentares após a aprovação do projeto. Em seguida, se dirigiram à porta da Câmara, onde expuseram à comunidade o autoritarismo dos gestores.

Atualmente, uma das mais importantes bandeiras de luta dos referidos profissionais é a reformulação do Plano de Carreira. Em 2014, uma greve de 15 dias foi realizada, sendo marcada por constantes atos públicos. Durante uma manifestação pelas ruas do Bairro Brasil, as Avenidas Brumado e Frei Benjamim ficaram interditadas por trinta minutos; as Praças Barão do Rio Branco e Nove de Novembro inúmeras vezes foram ocupadas pelos professores que, através de faixas, panfletos e carro de som denunciavam as irregularidades cometidas pelo poder público municipal; os prédios públicos também foram palco de manifestações, como a Feijoada da Educação, realizada na sede da PMVC. Essas e tantas outras manifestações marcaram a biografia do SIMMP, que continuará buscando mecanismos que possibilite o avanço e o alcance de novas conquistas.

Comemorações

As confraternizações também se tornaram marca registrada da Entidade, que proporciona importantes momentos de descontração com os associados. O forró do professor é a mais tradicional festa, realizada anualmente, no mês de junho, onde a categoria desfruta de boas atrações musicais, espaços ornamentados e, claro, muita comida e bebidas típicas. O Dia do Trabalhador também se tornou outra data marcante, em virtude de unificar protesto e confraternização em um único evento. Passeios ciclísticos, caminhadas, atividades físicas são algumas das atividades propostas. Desde o ano de 2012, também passou a fazer parte desse conjunto a comemoração de final de ano, quando a categoria se reúne em um clube para um café da manhã, com direito a banho de piscina, atrações musicais e sorteio de brindes.

Estrutura física

Durante os primeiros anos, muitas dificuldades permeavam a organização das atividades, sobretudo por questões financeiras. A pequena quantidade de filiados e, consequentemente, de arrecadação, tornava difícil a aquisição dos bens necessários ao bom funcionamento do SIMMP, que, dentre outras coisas, não possuía sede própria. Aos poucos, a estrutura foi sendo montada. Com muito trabalho, as gestões foram estruturando a entidade, que adquiriu carros próprios, equipamentos de som e comunicação, mobílias e, claro, a sede – localizada no bairro Alto Maron. A prefeitura doou o terreno, cuja construção teve início em 2005, sendo parcialmente concluída em 2007. Entretanto, a inauguração oficial aconteceu no ano de 2008, quando a categoria pôde celebrar essa que foi uma das mais importantes conquistas.

Novo Estatuto

Em novembro de 2013, outra importante atividade marcou a biografia do sindicato: um congresso com a participação de quase todos os filiados, onde foi referendado o novo estatuto sindical. Um marco na história da entidade que, após 24 anos, realizou a primeira atualização estatutária. Através dele, o SIMMP deixou de ser Sindicato dos Professores, tornando-se Sindicato dos Profissionais da Educação. As novas políticas públicas educacionais promoveram a inclusão de outros trabalhadores ao quadro de profissionais da educação, tornando possível a unificação da luta. A estrutura do Congresso foi montada no Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

Atualmente, cerca de mil e quatrocentos profissionais compõem o SIMMP e nós parabenizamos a cada um por persistir incansavelmente na luta e colaborar para o desenvolvimento institucional. Isso se deve a dedicação continuada e o amadurecimento da categoria que, mesmo diante de tantas adversidades, preservou a combatividade dos primeiros anos.

SIMMP - Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista
Endereço: Av. Presidente Vargas, 335 - Alto Maron
CEP 45045-010 Fone: (77) 3424-3698 / 3422-7858