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Após a última reunião com o governo municipal e a proposta de reajuste zero, a Comissão de Negociação do SIMMP reuniu-se nessa manhã (20/06), com os representantes da Prefeitura Municipal.

Enquanto ocorria a reunião, os profissionais da rede de ensino mantiveram paralisação nos três turnos e seguiram mobilizados durante o período da manhã na PMVC, enquanto aguardavam o resultado da reunião.

Segundo o secretário de Administração, Jonas Sala, os tempos mudaram e as perspectivas desse ano são diferentes das que aconteceram em 2017. Seguindo essa linha e justificando o percentual exposto em função da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo municipal apresentou a proposta de reajuste de 2,7% para os profissionais da educação, baseando-se na inflação no país. É válido ressaltar que o valor está muito abaixo do repasse do FUNBEB, que é de 6,81% para 2018, e que já ocorreu desde janeiro.

Além do reajuste, foi apresentado na mesa de negociação, o aumento de 5% no vale alimentação dos servidoresDSC_0062_phixr municipais, sendo R$ 12,50 para os trabalhadores com 40 horas de serviço e R$ 6,25  para 20 horas, propondo que esse valor seja incidido somente a partir do mês de agosto. Além disso, acordou-se a criação de comissão para que seja discutida a questão da carreira dos profissionais da educação no que se refere à reestruturação do plano de carreira dos professores e a construção do plano de carreira dos monitores. Essa comissão tripartite será composta por representantes da categoria, governo municipal e Câmara de Vereadores.

A presidente do SIMMP, Ana Cristina Novais, afirma que, um repasse salarial abaixo do valor que é proposto e garantido através do FUNDEB é uma tentativa de quebra da tabela do profissional da educação. “Essa recomposição de 2,7% não atende a categoria, sendo um desmonte de carreira do profissional da educação. Nós reivindicamos o repasse do FUNDEB mais o ganho real, principalmente porque nossa tabela não atende mais às expectativas de formação da categoria, composta por apenas dois níveis”, enfatizou a presidente.

DSC_0060_phixrDurante a negociação, o SIMMP solicitou a divulgação da folha analítica da educação, a previsão de cortes de gastos, que tem a finalidade de enxugar a máquina pública, possibilitando desse modo, a valorização dos servidores municipais, e a revisão da proposta do CET dos monitores escolares.

Ana Cristina afirma que a base não aceitará o reajuste proposto. “Esperamos que o governo repense sua forma de investimentos e de gastos, de maneira a atender a categoria e proporcionar um reajuste que contemple nossas necessidades, ou no mínimo, respeite o repasse do FUNDEB”, pontuou.

Para a secretária geral, Ruth Trindade, o momento é a discussão de reajuste, mas este não é o único anseio da35694799_1879429072080154_5290287758818934784_n categoria. “Essas mesas de negociação deverão ser contínuas e permanentes, e é nessa política educacional que, ao iniciarmos as discussões dos aspectos pedagógicos, esperamos também respostas concisas do governo. O que está sendo feito para melhorar a qualidade da educação? Não nos prenderemos a apenas uma pauta, mas discutiremos todas as reivindicações necessárias”, completou.

A Campanha Salarial continua em curso, mesmo durante o recesso dos profissionais da educação. O SIMMP almeja a revisão dos gastos e a garantia de um reajuste maior que o apresentado. A categoria não descarta a possibilidade de deflagração da greve, que poderá ser definida após o recesso escolar. A próxima rodada de negociações está agendada para terça-feira, dia 26 de junho.

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